Neste fim de semana me coloquei a questionar a real importância da privacidade, do sentido da particularidade das emoções, do compartilhamento da dor e do ato crasso de aparecer!
Todas as questões intermediadas por um evento já comum numa sociedade exposta e escondida nas sociedades antigas. O suicidio!
Não vem ao caso citar nomes e nem julgar as ações. Vale apenas a reflexão quanto a exploração do ato (tanto pelo suicida quanto ao dos seus colegas).
Quase me expus ao ponto de me contradizer. Admiro a privacidade aberta, mas não acho justa a exposição da particularidade. Quando digo que quase me contradiz, foi justamente por creer na injustiça da particularidade. Quase dei um passo de encontro a ajuda e ao afago de um dos amigos da vítima (suicida sempre será vitima, mesmo quando a morte é causada por seu prórpio hálito)
As vezes a vontade de ajudar, a curiosidade e a interrogação parecem fazer parte da essência humana em se contradizer.
Mas levo muito a sério a palavra amigo, e por isso tenho poucos. Por isso acredito que, quando se é um (quando você está no posto de amigo, escolhido por outro), os gestos sempre ficam em torno de uma particularidade. Amizade é algo particular, é algo compartilhável ao mesmo tempo, mas que se exprime no máximo a razão de duas pessoas (mesmo que uma delas seja imaginária, o número sempre será de 2 pessoas).
Para mim, a ridicularização da amizade demonstra de fato que o "carinho" está intrínseco ao proveito em torno de uma situação. Podem estas palavras soarem fortes, injustas, mas no fundo, todo mundo sabe que é assim. Precisa-se de uma tragédia pra se impulsionar, para se aproveitar, para solucionar e conquistar. Depois a vergonha, quando vem, é uma dádiva!
Pessoas sentimentalizam a situação, expõe o particular, como se isso fosse trazer alguém de volta, quando na verdade somente trará a pena dos curiosos e os questionamentos de quem se importa. A prova da ridicularização e do aproveitamento estão, como já disse, no ato! Você expõe o que é particular e só aceita os prazeres do pesar, da condolência, mas fica fechado ao escracho de uma situação já escrachada, ao desconforto, ao ridiculo.
Privar é uma escolha, particular é o dever excepcional de ser próprio!
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